sábado, 5 de dezembro de 2009

DEFINIDOS OS GRUPOS DO MUNDIAL DA AFRICA 2010

Toda Copa tem suas surpresas!!!!

Foi sorteada ontem, no Centro de Convenções da Cidade do Cabo, a chave de grupos da Capo do Mundo de Futebol Masculino 2010. As 32 equipes participantes do torneio, 31 seleções classificadas nos torneios eliminatórios continentais, mais o país anfitrião, a África do Sul, forma divididas em oito grupos de quatro, jogando todas entre si e classificando-se para a fase eliminatória da competição as duas seleções de cada grupo que obtiverem, pela ordem, maior número de pontos, melhor saldo de gols, mais gols marcados, confronto direto e sorteio.


Mal acabou o sorteio, começaram as especulações do melhor e pior grupo. O consenso geral é que a Inglaterra foi quem se deu melhor. Num grupo com Estados Unidos, Argélia e Eslovênia, os súditos da rainha não devem ter mesmo maiores dificuldades para passar de fase. Mais vejo a Itália no mesmo patamar. Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia também são “tetas” e não devem fazer frente a Azurra.

Seguindo a tendência geral de Classificar as chaves por grau de dificuldades, coloco num segundo bloco os grupos E e H, onde Espanha e Holanda podem ter jogos mais complicados, mas dificilmente ficarão de fora das Oitavas de Finais. Enfrentando Honduras, Chile e Suíça, a equipe do brasileiro naturalizado espanhol Marcos Sena e dos talentosos Raúl, Xavi e Fábregas tem obrigação de passar de fase, assim como os holandeses que enfrentarão nessa primeira fase, Dinamarca, Japão e Camarões.

Vou me permitir fugir um pouco do protocolo para falar dos grupos A e B. O primeiro, composto por África do Sul, México, Uruguai e França soa, para mim, como o grupo onde teremos maiores surpresas nesse mundial. O Uruguai é carne de pescoço, a África do Sul joga em casa e surpreendeu na Copa das Confederações. O México tem um bom time e a França só está na Copa em virtude do maior erro da arbitragem internacional desde a mão de Maradona em 1990.

Chegamos aos que se convencionou chamar de “grupos da morte”. Com certeza, os grupos D e H são aqueles que possuem as maiores forças do futebol mundial reunidas num só grupo. Brasil, segundo ranking e Pentacampeão mundial; Costa do Marfim possui um timaço. Além de Drogbá, a seleção traz os experientes Yaya Touré, Kalou e Eboué, todos atuando na forte Premier League; Portugal dos brasileiros naturalizados Deco, Liédson e Pepe, tem ainda Cristiano Ronaldo, companheiro de Káká no Real Madrid e um dos melhores jogadores do mundo na atualidade. Apesar da Korea do Norte não assustar ninguém, esse acaba sendo outro ponto de dificuldade, pois como todos devem ganhar seus jogos contra esse adversário, qualquer tropeço nos confrontos diretos entres os postulantes às duas vagas do grupo deve ser fatal.

O mesmo raciocínio serve para o Grupo encabeçado pela Alemanha. Tendo Austrália, Gana e Sérvia como adversários, os vice-campeões de 2002 não podem vacilar. Primeira colocada em seu grupo nas eliminatórias européias, o mesmo da França, se classificou para a Copa com uma rodada de antecedência, A Sérvia tem uma boa equipe, muito técnica e Stankovic, capitão e principal jogador da equipe, é um atacante muito perigoso. Já Gana é a atual campeã mundial sub-20, derrotando o Brasil na final. Mescla jogadores dessa nova geração, destaque para Adiyiah, com jogadores mais experientes como os excelentes meio-campistas Michael Essein do Chelsea e Muntari do Portsmouch. No ataque, aparecem o sempre perigoso Asamoah da Udinese e Agogo do Nottinghan. Esse grupo eu considero até mais equilibrado do que o do Brasil, pois a quarta equipe, a Austrália, não é nenhuma galinha morte e pode tirar pontos preciosos de seus adversários.

Já o grupo B possui quatro seleções que tem oscilado muito nos últimos anos, tornando o destino desse grupo, ao meu ver, imprevisível. A Argentina de Maradona não entusiasma nem os argentinos. Faz boas partidas como àquela diante do Uruguai e atuações bisonhas como diante da Bolívia e Equador. A Coréia do Sul foi quarta no mundial de 2002, é um time de muita correria e que não se intimida diante da camisa de seu adversário. Já a Grécia é um time muito perigoso e vira e mexe, surpreende algumas das principais forças da Europa. A Nigéria também. Outra equipe extremamente perigosa que pratica um futebol rápido e objetivo. Classificou-se para a Copa com os pés nas costas e vai dar trabalho com toda a certeza. Considero o grupo B o mais duro e o mais imprevisível da Copa. Mas, diferentemente dos Grupos D e H, não é que possuam as seleções mais fortes, mas são aqueles grupos, que a meu ver, apresenta um maior equilíbrio entre as forças que deles participam. Considero, portanto, os grupos A e B, os mais equilibrados da Copa e onde poderemos ter as maiores surpresas, porque uma coisa é certa, todas as Copas sempre tem um “percentualzinho” de surpresas.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

DÚVIDAS ATÉ NOS BASTIDORES

Equipes vacilam na hora de decidir  e tornam o campeonato imprevisível
                                                             
Não é mistério para ninguém que o futebol de hoje é um grande negócio. As supostas "malas brancas" que vem ganhando o noticiário esportivo nessa reta final do campeonato brasileiro é apenas a ponta do Iceberg. Muita coisa acontece nos bastidores. Interesses de patrocinadores, de correntes políticas internas dos clubes envolvidos, briga entre jogadores, ciúmes, vaidades e dinheiro, muito dinheiro.

No futebol moderno há muitos atenuantes e agravantes que interferem no rendimento do jogador e de uma equipe dentro de campo. Você não precisa de uma mala de dinheiro para incentivar ou derrubas alguém, embora não esteja afirmando que isso não exista. Mas o fato é que o futebol jogado hoje se decide muito mais fora de campo do que propriamente dentro das quatro linhas.

Já teve jogador que entrou em depressão porque a namorada terminou com ele, outro que ficou meses supostamente contudido (não estou falando do Fred) porque havia um série de interesses para que ele simplesmente não jogasse, jogador contratado pelo adversário direto na briga pelo título fazendo corpo mole, outros chutando penalty para fora contra o clube do coração, enfim.

A verdade, porém, é que nada disso justifica os erros, a inaptidão de certos clubes na hora de decidir. E esse tem sido o X da questão nesse campeonato. Afora gols mal anulados e outros inacreditavelmente assinalados, impedimentos inexistentes e outros vergonhosamente ignorados, beneficiando A, B ou C. Para além das decisões confusas do árbitros e outras consideradas incoerentes por parte do tribunal, o certo é que os times, inclusive o tão badalado São Paulo, estão fazendo de tudo para não vencer o campeonato.

 O que tem o Flamengo a reclamar desse jogo do último domingo diante do Goiás? Mala branca! Vamos falar sério. Se os jogadores ganharam mesmo os 300 mil mencionados pelo zagueiro Angelim, quanto ganhou o Petkovic para chutar em cima do goleiro aquela bola que ele recebera completamente livre, quase na pequena área, logo no início do segundo tempo? E o sonolento Adriano? Alguém viu o Zé Roberto em campo?

Se tivéssemos um gol originado de uma jogada como aquela do Henry na vitória da França, ainda vai lá, mas o jogo foi completamente normal. Não tem o que reclamar o Flamengo, nem o São Paulo no jogo diante do Botafogo, que teve três jogadores legitimamente expulsos.

Não estou defendendo a arbitragem, até porque, para mim, ela foi tão ruim nesse campeonato que não tem nem o direito universal à defesa. Em relação aos bastidores, vejo uma certa vantagem para Flamengo e Internacional porque é muito ruim para o campeonato ficar assistindo só times de São Paulo sendo campeão, afinal de contas, estamos falando de um campeonato brasileiro.

Veja bem, não estou falando de legalidade, justiça ousimilares. Não estou fazendo julgamento de juízo. Estou apenas analisando friamente que não é bom para os negócios clubes de apenas um Estado brasileiro ficar ganhando anos após anos, os títulos nacionais. Ainda mais se tratando do São Paulo que busca o quarto título consecutivo.

Porém, como numa moeda, toda afirmação traz atrelada a si sua própria contradição. Há o grupo que sempre foi contrário ao campeonato por pontos corridos e chega a escorrer a bába pelo canto da boca só em pensar em ter de volta o sistema de mata-mata, pelo menos entre os 8 primeiros após uma etapa classificatória, os chamados Play offs.Nesse caso, seria mais interessante o quarto título do São Paulo, o que certamente, daria munição a corrente política que deseja o retorno desse modo de competição.


Como tudo está meio indefinido, vou me permitir ficar em cima do muro também. Na coerência, pela força de seu elenco e pela seriedade do seu trabalho, acho que dá São Paulo. Mas confesso que tem uma mosquinha no pé do meu ouvido gritando que o Flamengo será o campeão brasileiro de 2009. Se eu fosse casar um dinheiro, apostaria no São Paulo. Mas, sinceramente, minha intuição me diz que vence o Flamengo. Façam suas apostas

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

VITÓRIA DA COERÊNCIA!!!!

Rio de Janeiro goleia Madri e será sede dos Jogos Olímpicos de 2016



Era 13h54min no Rio de janeiro quando o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, abriu o envelope onde estava escrito o nome da cidade que abrigará os Jogos Olímpicos de 2016. Após a inesperada eliminação de Chicado, a grande concorrente da candidatura brasileira, tudo parecia meio imprevisível. Rostos nervosos e incrédulos. A comitiva de Madri permanecia irritantemente confiante e transquila. Pesava sobre ela, o fato de Londres sediar as Olimpíadas de 2012 e de Berlin, Paris e uma outra cidade européira que me foge o nome agora, serem candidatíssima aos Jogos de 2020.

Mas Barcelona 1992 é tida por todos como a cidade exemplo de sucesso em termos de olimpíadas. Foi aquela que desenvolveu o melhor projeto e que apresentou, mais de 15 anos após a sua realização, o melhor custo benefício entre todas àquelas que já tiveram a honra de receber os jogos, deixando um legado esportivo e social que promete perpetuar-se por gerações.

Pois, descartada a cidade de Tóquio numa segunda votação, restaram Madri e Rio de Janeiro na disputa. Embora os sites especializados indicavam, com sobras, vitória da cidade Brasileira, já que seu maior adversário, Chicago, já estava eliminado.

Confesso que todas essas informações vieram a minha cabeça nesses intermináveis segundos que foi do momento em que  Jocques Rogge demorou, e como demorou!!!, para tirar o envelope de uma luxuosa bandeja de cerâmica chinesa (será?), ajeitá-lo sobre a mesa, abrí-lo e anunciar a cidade sede. Para complicar mais a situação, o paepl com o nome da cidade vencedora parecia estar colado ao envelope e não saia de jeito nenhum.

Mas, poucos segundo depois, Jacques finalmente conseguiu. Respirou fundo, leu o nome parecia surpreso. Gelei e pensei: F..., é Madri! Mas, para minha surpresa, revelou: Rio de Janeiro!!!!

Num primeiro momento, achei que tinha escutado errado, mas logo em seguida vi o Nuzman pulando e abraçando todo mundo. Lula, não. Contido, meio que não acreditando também, estava visivelmente emocionado e com aquele sentimento gostoso do dever cumprido, aquela sensação boa de ter feito a aposta certa.

Mas, com toda a certeza, quem fez a aposta mais certa foi mesmo os membros do Comitê Olímpico Brasileiro (COI). Sempre fui um dos que mais torceram e contraditoriamente, ou não, um dos que menos acreditaram. Não pela força do povo brasileiro, mas pela força política de nossos adversários.

Hoje, estou convencido de que o mundo está realmente mudando. A escolha do Rio de Janeiro para os Jogos de 2016 foi uma decisaõ justa e maduira. Conforme, a candidatura do país havia demonstrado, foram 30 Olimpíadas no velho continente, e nenhuma na América do Sul. Para o Movimento Olímpico que se pretende Universal, um erro que precisaria urgentemente ser reparado.


Pois foi. Como disse o Presidente Lula, chegou a hora do Brasil. Chegou a hora da América do Sul. Agora, passado a euforia, é hora de arregaçar as mangas, pois a muito o que se fazer.E que esses jogos traga muito desenvolvimento para o Rio de Janeiro, para o país e para a América do Sul e que todos incorporem esse espírito de que, a partir dessa data, o Rio de Janeiro não é apenas a Sede dos Jogos Olímpicos de 2016, mas o elo que integrará, cada vez mais, as mais diversas regiões do país e estas com nosso irmãos de toda a América do Sul. Esperamos, com firmeza, que essa idéia não fique apenas no discurso e que os Jogos do Rio sejam os jogos de todo o continente Sualmericano.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

OLIMPÍADAS 2016

2016, A REDENÇÃO!


É amanhã!!! Todo brasileiro, especialmente, os cariocas, ligados ou não em esportes, tem a data de amanhã especialmente marcada em seu calendário. Pois só se fala nisso na última semana. Entre enchentes em Santa Catarina, Tsunamis na Ásia, greve na Caixa Econômica (a Caixa Econômica está em greve?!), o principal foco dos telejornais cariocas é a escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016.


É amanhã, não tem jeito. Tudo o que tinha para ser dito, já foi. Tudo o que se tinha para fazer, não sei se foi, mas também se não foi...Tudo o que se tinha para gastar, e mesmo o que não tinha, foi gasto. Agora, é apertar as mãos, curtir uma chuva fina em Copacabana e esperar pelo veredicto.


Há um mês atrás, disse aqui que vai dar Chicago. Apesar da gozação dos colegas, dos vários e-mails que recebi de pessoas revoltadas com o meu sarcasmo, da desconfiança de meus colegas de imprensa e do apelo que recebi de pessoas ligadas ao CO-RIO 2016 para que revisse a minha posição e publicasse aqui, uma mensagem positiva, de fé e esperança, continuo acreditando que vai dar Chicago.


Confesso que a pressão é grande. Principalmente nesta última semana, fui tentado, em diversos momentos, a rever minha posição. Uma atmosfera positiva ronda a candidatura do Rio. Colegas me garantem que já está tudo certo: “As olimpíadas de 2016 serão no Brasil, só falta o anúncio!!! É certo, è certo!!! Mas certo do que a queda do Flusão para a segundona. Ou você acha que o Governo ia (sic) decretar ponto facultativo na Cidade se ele não tivesse a certeza de que ia dar Brasil. Imagina? É claro que nós já ganhamos. Brasil!!! Brasil!!! – esbraveja um respeitado colega de redação que não vou revelar o nome para não manchar sua brilhante carreira.


Parei. Diante desse argumento, vou falar o quê? Abri um documento de Word, igual a este, e comecei a pensar numa matéria que seria a minha redenção. Pensei num título: “Festa garante vitória brasileira em Copenhague”. Mostrei a alguns amigos e perguntei: o que acham? Todos olharam, refletiram e disseram-me : “é, tá bom”. Foi então que, sem escrever mais do que uma linha, percebi que estava redimido. Os gestos e semblantes de meus nobres colegas ecoaram mais do que o poder de mil palavras ditas ao vácuo. Foram atingidos por um poderoso artefato nuclear de 41 caracteres.


Ali, diante daquele título em meu computador, meus amigos perceberam o quanto ingrata é a profissão de jornalista. Com toda certeza, lembraram que não vendemos sonhos ou fantasias. Nossa ferramenta é a notícia, a informação. Dela, não podemos extrair mais do que os fatos propriamente dizem. Sabemos que, muitas vezes, caímos na tentação de embarcar num entusiasmo juvenil desbravador e acabamos vítimas de nossa própria subjetividade. Mas, ao olhar aquele esboço de título, tenho a certeza de que refletiram: conhecendo o Brasil e seus governantes, é garantia de alguma coisa, a festa que estão preparando para a vitória do Brasil?


O Rio de Janeiro pode ganhar o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Mas, não tenham dúvidas. Se isso acontecer, será muito mais pela pressão política de importantes setores da economia americana, principalmente de influentes setores da sociedade de Chicago, base política do presidente Obama. Sinceramente, a presença dele em Copenhague, nisso o Lula está correto, pouco quer dizer. Ele pode estar lá apenas para agradar aos dois lados. Se Chicago perde com ele presente, o lado pró-candidatura não poderá acusá-lo de nada pois, teoricamente, todo esforço terá sido feito. Já os contrários às olimpíadas em Chicago, estarão muito ocupados, comemorando a vitória de suas aspirações. Portanto, seja qual for o resultado de amanhã, tenham a certeza, Chicago só perde para Chicago. Por todas as razão mencionadas no artigo anterior, continuo afirmando: se os EUA quiserem realmente os Jogos, a cidade americana sairá vencedora amanhã.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

SÓ COINCIDÊNCIA, SÓ COINCIDÊNCIA

VERDÃO NA LIDERANÇA!!!

O Palmeiras é mais líder do que nunca. Com uma vitória sobre o Cruzeiro por 2 a 1  nesta quarta-feira, no mineirão, a equipe paulista chegou aos 47 pontos e abriu 3 de vantagem sobre o vice-líder, São Paulo.  Os gols foram marcados por Diego Souza e Wágner Love, pelo verdão, e Thiago Ribeiro, pela raposa. Na próxima rodada, a equipe paulista recebe o Atlético Paranaense no Palestra. Já o Cruzeiro vai à São Paulo enfrentar o Barueri.

No jogo desta noite, a equipe mineira, apesar da derrota, foi melhor. Utilizando bem seus laterais, o cruzeiro chegava constantemente com perigo ao gol de Marcos. Logo aos 4 minutos, Kléber fez grande jogada pela direita e após passar por Wendel teve o seu short puxado pelo jogador Palmeirense que desabou após o drible. Penalty claro ignorado pelo Sr. Evandro Rogério Roman.

Mas o domínio da equipe cruzeirense era tanto que a equipe logo abriu o placar. Henrique enfiou excelente bola para Thiago Ribeiro que só teve o trabalho de desviar para as redes: Cruzeuri 1 a 0.

Mas logo após o gol mineiro, o Sr.,Roman resolveu atrapalhar o espetáculo novamente. Wagner Love puxou contra-atque pela esquerda, esticou demais a bola e na dividida com Fabrício, o juiz preferiu marcar uma falta inexistente. Diego Souza soltou a bomba e deixou tudo igual no mineirão.

Aos 16, nova bela participação do Sr. Roman no jogo. Gilberto fez grande jogada pela esquerda e rolou para Fabrício na entrada da área. Quando se preparava para bater, foi acertado por Jumar que, de carrinho, acertou seu tornozelo esquerdo. Pênalti para o Cruzeiro. Mais um na conta do Sr. Evandro Rogério Roman.


Mas o Cruzeiro era mais time e pressionava, principalmente com Fabrício e Gilberto inspirados. Ao final do primeiro tempo, Diego Renan perdeu três chances incríveis, uma cara a cara com Marcos, que fez grande defesa.

Porém, logo no início do segundo tempo, a equipe mineira sofreu um duro golpe. Diego Renan errou passe para Henrique e permitiu lançamento de Clayton Xavier para Wagner Love que avançou até a área cruzeirense, driblou Fábio e tocou, com categoria, para o fundo das redes.

Mas o Cruzeiro não se entregou. A pressão aumentou a partir dos 16 minutos, quando, para amenizar um pouco o prejuizo que havia causado ao Cruzeiro, o Sr. Roman expulsou corretamente o lateral palmeirense Armero, após falta feia em Jonathan.  Kléber aos 25 acertou a trave de Marcos e, nos minutos finais, até o goleiro Fábio foi para a área adversária tentar o empate. Mas não houve jeito. Final de partida, Cruzeiro 1 X Palmeiras 2.

Mal terminou a partida, recebi alguns e-mails de torcedores cruzeirenses reclamando da arbitragem. Falam em beneficiamento aos clubes paulistas em partidas decisivas, citam o exemplo recente do São Paulo que, segundo eles, colecionou 19 erros de arbitragens a seu favor no tri-campeonato.Citam também o Penalty não marcado para o Internacional diante do Corinthians...Calma rapaziada. Calma. Vamos parar com essa coisa de teoria da conspiração!!! Se os juízes costuman errar mais a favor dos clubes paulistas, é  só coincidência, só coincidência.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

SÓ RESTOU ELE

Everton Lopes luta nessa quarta por medalha no mundial

O baiano Everton Lopes é o único brasileiro a se classificar para as quartas-de-final do Campeonato Mundial de Boxe que acontece em Milão, na Itália. O Brasileiro venceu ao Inglês Thomas Stalker com relativa facilidade por 14 a 5 e vai brigar por medalhas nessa quarta. A tarefa é das mais ingratas, pois seu próximo combate é diante do atual campeão mundial, o russo Albert Selimov. Porém, em caso de vitória, a recompensa virá em dobro, pois além de garantir uma medalha, no mundial os dois atletas que perdem as semi-finais ficam com a medalha de bronze, ele se tornará apenas o 2º brasileiro na história dos mundiais a ganhar uma medalha, algo que não acontece faz 23 anos.

Os outros três atletas que chegaram as oitavas-de-final do torneio, decepcionaram. Yamaguchi Falcão e Paulo Carvalho não apresentaram resistencia aos seus adversários e perderem seus combates com relativa facilidade, 8 a 3 e 15 a 7, respectivamente. Já Mike Carvalho perdeu chance incrível. Faltanto 18 segundos para o final de sua luta, o brasileiro vencia o combate por 8 a 7. Antes do árbitro encerrar o combate porém, tomou a virada e acabou eliminado por 10 a 8.

BRASIL É BRASIL, PONTO FINAL.

9º lugar tranqüilo, tranquilo

Internet é assim mesmo, são tantas janelas, tantos sites e blogs que a gente acaba perdendo qualquer tipo de referência, se é que podemos chamar esses endereços eletrônicos de referências. Já tive experiências estranhas. Recebi um e-mail outro dia, me pedindo para comentar uma notícia que a leitora em questão, havia lido num site. Mas que site?



A internauta não soube me responder e coloquei-me então a procurar. Depois de umas duas horas, consegui identificar o que ela me dizia, mas com um detalhe: ¼ do que ela me dizia estava num blog, e as outras partes espalhadas por outros 3 sites. É assim mesmo e tenho que me acostumar e me adaptar ao novo jornalismo. Mas vamos à resposta.


Freqüentadora assídua de nosso blog, a carioca Carla Fontes quer saber se o “fiasco” da seleção brasileira masculina de vôlei no mundial da categoria infanto, disputado mês passado na Itália é motivo de preocupação? Bem, acredito que essa seria uma questão melhor respondida por Bernardinho, competente técnico da seleção adulta, mas, sem ser indelicado, vou dar o meu pitaco: CLARO QUE NÃO!!!


Vejo acontecer com o Vôlei algo semelhante ao que já acontece, faz bastante tempo, com o futebol. O país manda para essas competições, envolvendo as categorias de base, o que sobra daquilo que ele considera ter de melhor. Culpa de um profissionalismo precoce, cada vez mais precoce. Você acha, por exemplo que o Milan, o Chelsea, o Barcelona e outros grandes clubes da Europa estão dispostos a ceder as suas estrelas em formação para competições de base? Claro que não! O Brasil , parece estar aprendendo agora, essa lição.

Essa é uma realidade do futebol mundial que começar a chegar ao vôlei. Os países desenvolvidos (o Brasil, no futebol e agora no vôlei, tem esse status) só mandam para competições de base, atletas que ainda em formação, que não acharam ainda o seu caminho ou a procura de mercado. O jogador já comprometido, com seu futuro mais ou menos definido, fica onde está, no seu clube. No caso do vôlei, já treinando com a seleção principal.


É só pegarmos a seleção que irá disputar o mundial sub-20. Nenhum jogador que joga no exterior vai ao mundial e olha que temos vários jogadores com idade para a competição Ao invés de Alexandre Pato e Neymar, só para citar um exemplo, iremos ao Egito com um ataque formado por Erick Flores e Alan Kardec. Dá para comparar?

Portanto, minha nobre leitora, não dá para estabelecer uma parâmetro por essas competições. Como no futebol, os principais jogadores juvenis do país estão treinando com a seleção principal, num grande clube brasileiro ou no exterior. Quem disputou essa competição, pode ter certeza, são jogadores que ainda buscam, assim, um lugar ao sol.

Ou você acha mesmo que uma seleção principal do Brasil, ficaria atrás de Irã, Índia e Tunísia? Com todo o respeito que essas seleções de vôlei merecem, não podemos levar muito a sério um vice-campeonato mundial conquistado na categoria pelo Irã. É claro que essas seleções vão evoluir, mas estão a anos-luz ainda de uma Itália, 8º na competição, Brasil que ficou em 9º e dos EUA, em décimo. Como você vê, o país ficou muito bem acompanhado no pelotão de trás da competição.

domingo, 6 de setembro de 2009

SAI OS DOIS!!! SAI OS DOIS!!!

Clubes do Rio: o fim está próximo
Do mesmo diretor de Independence day e O dia depois de amanhã , Roland Emmerich, estréia nos cinemas brasileiros no próximo mês de novembro o filme 2012. Neste ano, especificamente no dia 21 de dezembro, a terra seria acometida por várias catástrofes de ordem natural, o que inviabilizaria, a partir de então, a vida na terra. Em outras palavras, o apocalipse.

Mas para quem, como eu, acompanhou os times cariocas na rodada do final de semana do campeonato brasileiro, séries A e B, certamente ficou a sensação de que o fim está bem próximo do que daquela data imaginada pelo filme de Emmerich.

No sábado, jogando muito mal, o Vasco da Gama arrancou um empate sofrido com o Atlético-GO e mesmo com a liderança do campeonato brasileiro da segunda divisão, que não se iludam os vascaínos, é preciso dizer: O time é muito ruim, principalmente o meia Enrico que saiu de campo "homenageado" pela torcida.

O Sr. Rogério Roman, árbitro da partida, teve participação direta no resultado do jogo, expulsando 2 jogadores da equipe local e marcando um penalti inexistente de Andé Luiz, zagueiro do Atlético, quando a bola, após cruzamento de Elton, resvalou em seu braço que estava junto ao corpo. O Vasco naquele momento, perdia o jogo por 2 a 0.

Mais tarde, ainda no sábado, o Botafogo não apenas repetiu a dose de sair perdendo por 2 gols de diferença em menos de 15 minutos de jogo, como foi ainda mais “eficiente”. Aos 7 minutos de bola rolando Wilson já marcava o 2 gol do rubro negro pernambucano, para delírio da torcida que lotou a “bombonilha”. O time da estrela solitária ainda lutou, mas muito limitado conseguiu apenas reduzir a contagem: Sport 2 x 1 Botafogo.

Mas o pior (as coisas sempre podem piorar) viria no domingo. No jogo das 4 da tarde, Flamengo e Atlético-PR fizeram, com toda a certeza, o jogo mais horrível, não apenas desse campeonato, mas de toda a minha vida. Não dá nem para comentar. Foi um festival de “bicos” para cima ou para onde o nariz apontava, jogadas bisonhas, “matadas de bola” com as canelas, lançamentos no vazio, furadas de bola, passes inacreditavelmente nas costas dos companheiros, carrinhos no vento e outras baixarias que é melhor não comentar.


O jogo da sessão noturna foi um pouco melhor, até porque, pior não podia. Podia ser igual, mas também seria muito azar. Azar mesmo! porque “talento” para fazer um jogo tão ruim quanto o do Flamengo, Fluminense e Náutico mostraram que tem de sobra. Foi outro desfile de jogadas inúteis e passes errados. Experimentei a mais absoluta falta de categoria e talento. Jogo feio, truncado, amarrado, horrível. A bola ia para o campo do Fluminense com a mesma rapidez que voltava ao campo do Náutico e deste de volta para o tricolor. Eram bate-rebates intermináveis. Não havia uma troca de passes descente. Ninguém conseguiu combinar com o seu companheiro de time 3 ou 4 passes. A bola literalmente queimava nos pés dos jogadores dos dois times. Ia e voltava, de um lado a outro do campo sem que nenhuma das duas equipes apresentasse nada de produtivo.


Peço desculpas aos meus leitores, mas reconheço que estou mal humorado. Escrevo essa coluna mais por obrigação, porque esses dois jogos realmente me cansaram. A vontade que eu tenho é de deitar, dormir e esquecer. Ou então, poder voltar no tempo, viajar até a Arena da Baixada, ou Maracanã, e passados uns 10, 20 minutos (no máximo!) do tempo de jogo, invadir o gramado e gritar a plenos pulmões: “Sai os dois! Sai os dois”!.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

BELLUCCI OSCILA, VACILA E PERDE

Gritos e quebra de raquetes não salvam o brasileiro

Ainda não foi dessa vez que o brasileiro Thomaz Bellucci engrenou no circuito mundial. Depois de 11 jogos sem derrota, incluindo, o paulista de Jundiaí sucumbiu diante da maior segurança do Francês Gilles Simon, 9º do mundo, por 3 sets a 0, parciais de 6/3 , 6/2 e 6/4.

Mas o jogo não foi assim tão fácil como pode parecer. Na verdade, Bellucci mostrou um ótimo jogo, elevando o nível da partida em alguns momentos. Falta ao brasileiro, porém, a regularidade, frieza e confianças dos verdadeiros campeões. Em diversos pontos, o paulista esteve para matar a jogada e cometeu erros primários que lhe custavam não apenas vantagens, games e sets, mas principalmente, a confiança.

Ao todo foram 44 erros não forçados contra apenas 19 de seu oponente. Se considerarmos que a maioria desses pontos foram em momentos cruciais do jogo, percebe-se que a partida poderia ter sido mais parelha. Mesmo assim, Bellucci teve chances na partida e poderia até ter levado o segundo set e mudado a história do jogo, caso mantivesse a quebra que conquistou no 2 a 3 e pulasse na frente. Mas o erro de um smash fácil na rede e outros erros bobos lhe custaram a vantagem conquistada.

Porém, é inegável a evolução do atleta. Ele só precisa ser mais constante, ser mais firme nos momentos decisivos e conquistar vitórias sobre algum top10 que lhe dê mais segurança. Coisas que certamente virão com o tempo, se houver paciência e trabalho.

UM JOSÉ FINKEL MELHOR DO QUE SE ESPERAVA

Ausência de Cielo abre espaço para "caras" novas


Quando César Cielo anunciou que estaria ausente do Troféu José Finkel e outros atletas admitiram não estar no auge da forma, muitos acreditavam que o nível do campeonato brasileiro de 2009 estaria comprometido. Mas a natação brasileira, uma vez mais, comprova estar em grande evolução, e mesmo após o Mundial, onde todos os atletas chegaram ao ápice de sua preparação, alguns atletas demonstram que a técnica supera todos os cansaços possíveis e naturais.


Isso é o que comprova, os resultados das primeiras provas realizadas. Faltando ainda as provas de sábado e de domingo para o término da competição, já se viu uma enxurrada de recordes sendo batidos. Nenhuma nova marca mundial foi, até então, estabelecida, é certo. Mas os melhores tempos do campeonato, do Brasil e até do continente estão caindo em profusão, o que demonstra que o campeonato não está assim tão esvaziado quanto se esperava.

Na manhã dessa sexta, foi a vez de Nicholas Santos (foto) quebrar o recorde Sul Americano dos 50 metros borboletas, estabelecendo o 5º melhor tempo do mundo no ano, melhorando em 13 centésimos de segundos, o tempo que lhe rendeu a oitava colocação, nessa mesma prova, no Mundial de natação, disputado recentemente em Roma.

Nicholas já havia quebrado o recorde do campeonato nas eliminatórias dos 50 livre, 21s77, tempo muito próximo ao que lhe garantia a 7ª colocação no Mundial de Roma. Mas ele não está sozinho. Dynara de Paula foi a primeira brasileira a nadar os 50 metros livres em menos de 25s no ano, o que lhe garantiria o 12º melhor tempo do mundial de Roma, ou seja, teria disputado a semi-final e a final B.

Foram tantos recordes que houve espaço até para atletas não olímpicos, até então desconhecidos, aparecerem. É o caso de Glauber Silva. O atleta se quer foi ao Mundial e, na manhã de ontem, estabeleceu a 15ª melhor marca do ano para os 50 metros borboleta,  23s31.

BOXE: BRASIL JÁ ESTÁ NAS OITAVAS

Brasileiros fazem a festa em Milão


Com uma boa vitória sobre Hrachik Javakhyan da Armênia, o baiano Everton Lopes foi o primeiro brasileiro classificado para as oitavas de finais do mundial de boxe amador que está sendo disputado na cidade de Milão, na Itália.


Depois de começar o cambate perdendo, o brasileiro se superou e já ao final do primeiro round, chegou ao empate em 2 a 2. Mal a luta se reiniciou e Everton partiu para cima na tentativa de liquidar logo o seu oponente. A tática deu certo e o brasileiro terminou o assalto com vantagem confortável: 6 a 3. No último período, foi só administrar e, nos contra-ataques, Everton ainda aproveitou o desespero de seu adversário, que partia de forma desordenada para tentar a virada. Fim de luta, vitória do brasileiro por 10 a 3.

Logo depois, num combate com início mais tranquilo e mais favorável ao brasileiro, Mike Carvalho também obteve um lugar entre os 16 melhores do planeta. Na tarde desta sexta-feira, ele venceu Genebert Basadre das Filipinas também por 10 a 3 e garantiu vaga nas oitavas de finais do mundial. Com o resultado, o país permanece com 5 lutadores no torneio, já que Yamaguchi Falcão, Paulo Carvalho e Pedro Lima ainda fazem sua segunda luta nesse sábado e podem também avançar no torneio.




quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O VERDADEIRO BBB DO BRASIL

Bellucci, Basquete e Boxe fazem o verdadeiro Reality Show do esporte brasileiro desta quarta

Foi uma quarta-feira quase perfeita para o esporte brasileiro. Não fosse a derrota de Marcos Daniel para o argentino José Acasuso por 3 sets a 0, parciais de 6/2;6/4 e 6/3, o Brasil teria tido um percentual de 100% em competições internacionais no dia de hoje.

A conquista mais expressiva veio com o Basquete. Depois de passar por Venezuela, Argentina, República Dominicana e Panamá na primeira fase da competição, e pelo México na abertura da 2ª fase, o Brasil venceu o Canadá na tarde de hoje por 68 a 59 e garantiu vaga no mundial de basquete, ano que vem na Turquia. Faltando ainda duas rodadas para o término da competição, o objetivo agora é conquistar o título do torneio Panamericano. Invicto na competição, o país joga ainda contra Uruguai e Porto Rico e pode até conquistar o título mesmo com uma derrota nesses 2 jogos restantes.

Já pelo Campeonato Mundial de Boxe Amador, duas estréias e duas vitórias. Na categoria até 75 kg, Yamaguchi Falcão arrasou o panamenho Israel Isaac Duffs por 18 a 2. Já pela categoria até 60 kg, Everton Silva também venceu por goleada, 10 a 2 em Ruslan Gasimov do Azerbaijão. Desta forma, o país segue invicto no mundial, com 3 vitórias em 3 combates realizados, pois Mike Carvalho já havia ganho sua luta de estréia no dia de ontem.

Em Nova York, foi a vez de Thomaz Bellucci completar o Show brasileiro dessa quarta. Com autoridade e extrema facilidade, o tenista de Jundiaí, interior de São Paulo, venceu a primeira partida válida pelo US OPEN 2009, 3 sets a 0 sobre o Taiwanês Yen Hsun Lu, parciais de 6/4; 6/2 e 6/3. A vitória teve um gostinho a mais para Bellucci, pois o atleta de Taiwan o havia derrotado este ano na primeira rodada do Austrália Open, outro Grand Slam da temporada.

Para completar a festa, meio brasileira, o mineiro Bruno Soares, jogando ao lado de seu parceiro, o Zimbábue Kevin Ullyett, venceu sua partida de estréia no torneio de duplas, 2 sets 1, de virada, sobre a dupla formada pelo sul africano Jeff Coetzee e o israelense Jonathan Erlich, parciais de 4/6 ; 6/4 e 6/2. O Brasil ainda tem mais duas duplas inscritas no US OPEN. Tanto André Sá e Marcelo Melo quanto Marcos Daniel em parceria com Thomaz Bellucci estréiam nessa quinta-feira.

Olimpíadas de 2016: Allez Vous, Chicago, Allez!!!

Entre declarações mirabolantes e jogos de cena, o brasileiro ainda sonha. Ele, pode.

Hoje, eu vou falar de Olimpíadas. Com a proximidade da data em que será definido a cidade sede das Olimpíadas de 2016, dia 2 de outubro, pipocam na mídia prós e contras, vantagens e desvantagens das 4 cidades que restam na luta: Tóquio, Madri, Chicago e Rio de Janeiro.

Num jogo político e de adivinhação, “especialistas” fazem suas apostas em A, B ou C, baseados em relatórios e declarações de membros da comissão que fará a escolha. Pobres torcedores que ainda acreditam no sonho dos jogos no Brasil. È tudo jogo de cena, é tudo um grande teatro. Faltando exatamente 1 mês para o anúncio do Cidade, você acha mesmo que Chicago não será a escolhida?

Eu não sigo declarações de dirigentes, relatórios mirabolantes, faço a máxima questão de não lê-los, nem as análises técnicas e criativas de meus colegas de trabalho. Aposto na lógica, na segurança, no cenário político-econômico que, a margem de sentimentalismos e chantagens emocionais baratas, decidem pelo grande negócio em que se transformou o mega-evento dos Jogos Olímpicos.

E o Brasil aprendeu essa lição. A proposta para sediar 2016 é muito mais real do que aquelas feitas anteriormente, que concorreu e perdeu feio para Pequim e Londres. O azar do país é que Chicago está na parada. Caso contrário, até teríamos chances. Mas os EUA não são sede dos Jogos desde Atlanta-96. Caso não fossem os escolhidos, seriam mais de 20 anos sem sediar os Jogos e os EUA, economicamente falando, precisam desses jogos para reerguer a sua economia.

Não se pode esquecer também que os americanos perderam a hegemonia esportiva que, mesmo nos tempos da antiga União Soviética, só foi contestada uma única vez. É fato que o país não digeriu a surra que levou da China e quer dar o troco dentro de casa. E, assim como aconteceu com o Basquete, fará isso, nem que tenha que mudar as regras do jogo.

Portanto, sem essa de que o Brasil será escolhido porque a América do Sul nunca teve uma Olimpíada. Estou até agora escutando o barulho do “F”. Sem aquela também de que o “Barão de Coubertin” deve estar dando voltas no túmulo”. Esteja ele onde estiver, deve estar P..da vida por não poder participar da “festa” e ver de perto como o “bolo” (ou seria bolso) cresceu. O Barão com certeza diria? Allez vous Chicago! Allez! C´est la vie! C´est la vie, BraZil.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

DIA DE ESTRÉIAS E VITÓRIAS

Brasil derrota o México e Mike Carvalho joga indiano na Lona

Este 1º de setembro não poderia ter sido melhor para o esporte brasileiro. Tanto no Basquete quanto no Boxe, o país estreou com boas vitórias em competições importantes espalhadas pelo Mundo.


Pelo pré-mundial das Américas, na República Dominicana, a seleção brasileira masculina de basquete estreou com vitória na segunda fase do torneio, 92 a 61 sobre o México. Se vencer o Canadá na partida de amanhã, 14h30, horário de Brasília, o Brasil garante, com duas rodadas de antecipação, a classificação para o Mundial da Turquia-2010. Mesmo com a vaga, a seleção enfrenta ainda Porto Rico na quinta e o Uruguai na sexta. Uma vitória nesses três jogos, classifica o país.

O país começou muito bem também sua participação no Campeonato Mundial de Boxe Amador. Na tarde desta terça-feira, na Itália, numa luta extremamente equilibrada, Mike Carvalho derrotou o indiano Manoj Kumar por 5 a 4 e garantiu vaga na próxima fase do torneio. Nesta quarta-feira, estréiam na competição Yamaguchi Falcão e Everton Lopes. Os combates começam às 10h30, horário de Brasília.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

BOXEADORES BRASILEIROS LUTAM POR DIAS MELHORES PARA O ESPORTE NO PAÍS


Punhos de aço brasileiro

Depois de torcermos por quimonos em tatames da Holanda, chegou a vez de trocarmos os quimonos pelas luvas, pois começa nesta terça-feira, 1º de setembro, o Mundial masculino de Boxe Amador. Os boxeadores brasileiros sobem aos ringues da cidade italiana de Milão para tentar acabar com um jejum de 23 anos sem pódio na competição.

Serão doze dias de competições, reunindo 700 atletas de 143 países. Pelo Brasil, competem seis pugilistas: Paulo Carvalho (até 48 kg), Robson Conceição (até 57 kg), Everton Lopes (até 64 kg), Pedro Lima (até 69 kg) e a revelação de 21 anos Yamaguchi Falcão (até 75 kg).

Apesar de viajar com uma equipe reduzida, o técnico da seleção brasileira João Carlos Soares acredita que as chances de uma medalha nunca foram tão concretas: “Eles são lutadores novos na idade, mas com muita experiência internacional. Já venceram grandes combates. Hoje, os estrangeiros sabem que, diante de um brasileiro, terão pela frente luta dura, não é brincadeira – concluiu o treinador cubano que dirige a seleção desde 2007.

Medalhista de ouro no Panamericano realizado no México, mês passado, Paulo Carvalho é uma das maiores jóias dessa seleção. O atleta esteve a uma vitória da medalha em Pequim (terminou em 5º) e é o atual campeão das Américas em sua categoria. Mas o pais ainda confia nos bons golpes de Robson Conceição, que também foi ouro no México, e do novato Yamaguchi Falcão, 5º colocado do Ranking Mundial de 2009.

sábado, 29 de agosto de 2009

PRUDÊNCIA E CANJA DE GALINHA

Marcelinho Huertas "acaba com o jogo" e Brasil vence a Argentina
Anotem uma coisa que eu vou lhes dizer. Nem o basquete brasileiro está essa maravilha toda, nem o judô esqueceu o que é vencer. Está anotado? Agora, vamos aos fatos. O Brasil venceu na tarde de ontem sua terceira partida consecutiva no pré-mundial das Américas de basquete. Com grande atuação de Marcelinho Huertas, o nome do jogo, a seleção brasileira venceu seu maior rival no continente por 76 a 67.

E a coisa ficou feia para los hermanos. Mais tarde, o Panamá surpreendeu a Venezuela (80 a 71) derrubando a Argentina para a última colocação do grupo B do campeonato. Faltando 2 rodadas para o término da primeira fase, os argentinos não dependem mais unicamente de seus resultados para obter a classificação para as quartas-de-final, aumentando o risco de ficarem de fora do campeonato mundial de 2010 na Turquia, primeira classificatória (5 vagas) para os Jogos Olímpicos de Londres-2012.

Já vi e ouvi muitos amigos jornalistas falando e escrevendo que a Argentina veio com um time B, que não ta nem aí para esse torneio e que estará em Londres, com certeza. Posso até concordar em parte com isso, mas é jogar com a sorte. Primeiro porque não é um time B. É um time com desfalques por contusão, como acontece com qualquer equipe, em qualquer esporte, em qualquer competição. O Brasil mesmo está sem o Tavernari, J. Baptista e Nenê, que fazem falta a qualquer time do mundo. Por outro lado é importante lembrar que se nenhuma equipe das Américas chegarem entre as 5 primeiras do mundial, só restarão 2 vagas para o continente no pré-olímpico, o que diminuem as chances não apenas do Brasil, mas da própria Argentina de estarem em Londres. Se a Argentina não está nem aí para esse torneio e escalou mesmo um time B como especulam alguns colegas, só gostaria de lembrar que o basquete de hoje é altamente competitivo. Quem quiser “brincar”, pode acabar vendo os Jogos de Londres pela televisão.

Da mesma forma, muito afoitos se apressam em dizer que o judô brasileiro está fazendo vergonha na Holanda. Também não concordo. Mesmo Thiago Camilo, atual campeão mundial e que lutou apenas 2 minutos antes de ser precocemente eliminado, não se pode dizer que decepcionou. O Brasil, como já adiantei antes do mundial, está iniciando um trabalho que visa um grande desempenho em Londres-2012. O próprio Camilo mudou de categoria (dos 81 para a dos 90 kg). Alguns titulares estão contundidos, como o Flávio Canto, João Gabriel e João Derly. Outras categorias estão se renovando, apresentando atletas ainda em fase de formação, com idade para as equipes de base ainda.

Mesmo assim, alguns resultados, principalmente no feminino são animadores. Nessa modalidade, foram 4 atletas com menos de 21 anos e o país obteve vitórias com todas elas, sendo que 2 atletas chegaram às semi-finais. No masculino ainda tivemos um atleta também juvenil, Elias Nacif, que venceu 3 lutas e ficou na 7 º colocação. Pois guardem esses nomes. São 6 atletas, todos com idade inferior a 22 anos, que, além do Nacif que tem 20, irão dar muitas alegrias ao judô brasileiro: Érica Miranda, Rafaela Silva, Sarah Menezes, Maria Portela, Rochelle Nunes e Mayra Aguiar, que contundida não foi ao mundial.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

DERROTA PARA O BRASIL PODE TIRAR ARGENTINA DO MUNDIAL

Todos juntos contra a Argentina

Partida decisiva para argentinos e brasileiros no pré-mundial das Américas. Após duas vitórias na competição, a equipe brasileira reúne todas as suas forças em busca da classificação antecipada para a próxima fase da competição. Já a equipe campeã olímpica de 2004 e bronze em Pequim-2008, a Argentina, pode dar adeus ao mundial do ano que vem ainda nessa tarde. Após a derrota diante dos venezuelanos na estréia (69 a 85), os argentinos tem a obrigação de vencer o Brasil na tarde de hoje, 14h30, horário de Brasília, para não ficar em situação difícil na competição.
O pré-mundial classifica 4 equipes das Américas para o Mundial da Turquia-2010. O torneio está sendo disputado na República Dominicana com 10 equipes divididas em 2 grupos de 5. O EUA estão fora do torneio pois o campeão olímpico já tem vaga no mundial. Mesmo assim, a disputa promete ser acirrada, pois Canadá e Porto Rico levaram o que tem de melhor para a competição.
Os Hermanos, apesar de não contararem com Manu Ginóbili, lesionado, levaram sua principal equipe para a competição, com os experientes Luis Scola e Roman Gonzalez. Mesmo assim a equipe está apenas na 4º colocação do Grupo B e uma nova derrota, torna obrigatória vitória contra o Panamá e as donas da casa, a República Dominicana. Mesmo vencendo esses 2 confrontos, a Argentina teria um adversário de peso nas quartas-de-final. Com o Brasil invicto e a Venezuela logo atrás, os Argentinos ficariam em 3º e teriam como adversários na próxima etapa, eliminatória, Canadá ou Porto Rico. Portanto, é ou tudo ou nada para los hermanos na tarde de hoje.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

BRASIL SUPERA NERVOSISMO DE ESTREÍA, MÃO CERTEIRA DE FRANCISCO GARCIA E OBTÉM PRIMEIRA VITÓRIA NO PRÉ-MUNDIAL DAS AMÉRICAS

BRASIL VENCE A PRIMEIRA
Foi mais ou menos como se esperava. Depois de um primeiro tempo muito equilibrado e uma partida definida nos segundos finais, o Brasil estreou com vitória, 81 a 68 sobre a República Dominicana, nesta quarta-feira, dia 26 de agosto, no torneio pré-mundial das Américas. Amanhã o Brasil enfrenta a Venezuela, às 19h20, jogo que você pode acompanhar ao vivo pelo site do esporte interativo.

Na partida de hoje o Brasil começou melhor, principalmente com Thiago Splitter na defesa e Anderson varejão (foto) no ataque. Depois de abrir 10 pontos no marcador, a seleção viu, porém, a equipe dominicana crescer na partida. Após a saída de Splitter com 2 faltase de dois erros consecutivos de Marcelinho, o ginásio de San Juan assistiu a um verdadeiro um show de cestas de 3 pontos do ala Francisco Garcia, o que colocou a equipe caribenha novamente no jogo.

Foi então que o técnico da seleção brasileira, o espanhol Moncho Monsalve, colocou Marcelinho em quadra. E o ala do Flamengo não desperdiçou a oportunidade, acertou duas cestas de três pontos e colocou o Brasil novamente na frente ao final da primeira etapa: Brasil 38 X 36 República Dominicana.

O terceiro quarto foi vergonhoso. Erros primários de ambos os lados tornaram a partida difícil para as equipes e para os torcedores. As saídas dos pivôs Thiago Splitter do Brasil e Al Horford da equipe dominicana com quatro faltas só piorou o quadro, pois os dois vinham bem na partida. Melhor para a equipe da casa que foi para o último período com a vantagem de 4 pontos no marcador: 61 a 57.

No quarto e último período, Alex entrou com a mão calibrada e com tiros de média e longa distância, recolocou o Brasil na frente. A quinta falta do habilidoso armador Villanueva facilitou as coisas para a equipe brasileira que contando com o seu time titular de volta à quadra dominou os instantes finais, garantido a primeira vitória brasileira no torneio.

MUNDIAL DE JUDÔ - 1º DIA

Waza-aris de difícil digestão

O Brasil tem muitos motivos para se lamentar nesse primeiro dia de competições. Dois judocas perderam chances incríveis e acabaram deixando o país sem pódio.

Na primeira participação nesse mundial, Denílson Lourenço perdeu logo na primeira luta. Mal pisou no tatame, o judoca de 32 anos tomou logo de cara um waza-ari. No meio da luta, tentou um golpe, levou o contra-golpe e caiu de lado no chão, ou seja, outro waza-ari, indo logo pro chuveiro.

O segundo a entrar em ação, foi Leandro Cunha. O meio leve, reserva do Bi-campeão olímpico João Derly que não foi ao mundial devido a uma lesão, começou vencendo o moçambicano Bruno Luzia, e na luta seguinte entrou no tatame para encarar o bi-campeão olímpico e vice-mundial Masato Uchishiba do Japão. Mas quem pensa que isso justificaria uma possível derrota do brasileiro estava enganado. Cunha dominou a luta desde seu início e após 2 minutos já vencia o embate com um waza-ri e uma punição a seu favor. Inexplicavelmente porém, quando a luta entrou em seu minuto final, o brasileiro começou a caminhar de lado, fugindo da luta. O Japonês aceitou os movimentos e esperou o momento certo de entrar entre as pernas do brasileiro e jogá-lo de costas no tatame. Golpe perfeito, Ippon!!! : “Quando você tem uma vantagem tão alta, você não pode tomar um ippon assim, como ele tomou" – esbravejou o técnico da seleção brasileira, Luiz Shinohara, às câmeras do canal de esportes Sportv.

Mas a incredulidade do técnico da seleção masculina foi , mais tarde, compartilhada por Rosicléa Campos, técnica do time feminino. Sua atleta na categoria Ligeiros, Sarah Menezes, deve ter visto a luta de seu companheiro de seleção e resolveu fazer igual. Após eliminar Paula Pareto da Argentina, atleta medalhista de bronze em Pequim-2008, e Liudmila Bogdanova da Rússia, perdeu de forma incontestável para a atual campeã olímpica Alina Dumitri, da Romênia. Mas como a atleta brasileira perdeu na última etapa antes das semi-finais, ela tem direito a uma luta de repescagem contra a perdedora de uma das semi-finais para, em caso de vitória, lutar pelo Bronze.

E foi justamente o que aconteceu. Na repescagem, Sarah venceu com facilidade a atleta do Belarus Volha Leschanka por 3 yukos contra 1 e partiu motivada para a disputa do bronze contra sul-coreana Jung Yeon Chung.
Com 2 minutos e meio de luta, exatamente no meio do tempo de 5 minutos regulamentares, assim como aconteceu com seu companheiro de seleção, Leandro Cunha, a brasileira conseguiu um waza-ari de vantagem. Neutralizando bem as entradas de sua adversária, a atleta caminhava bem para a vitória até o último minuto. Faltando exatos 48 segundos para o final, outra catada de pernas e outro brasileiro na lona. Vai ser difícil digerir 2 derrotas inacreditavelmente iguais e de uma forma que um atleta de alto nível não pode permitir numa competição tão importante como o mundial.

Para os que possuem pouco conhecimento do judô. Mas comparando com o futebol, é o mesmo que perder um penalty e no contra-ataque tomar o gol. Como é que se toma um contra-ataque com um penalty a seu favor. Como é que se perde uma luta no último minuto tendo uma vantagem de um waza-ari que só perde para o Ippon, golpe perfeito, em termos de pontuação?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

MUNDIAL DE JUDO

GARIMPANDO OURO NOS TATAMES DA HOLANDA
começa nessa quarta-feira o Mundial de Judo/2009. O torneio desse ano está meio esvaziado. Algumas equipes, como o Brasil, não foram para a Holanda com o que tem de melhor. Primeiro porque a competição de 2009 não contará pontos para o rankeamento de Londres 2012. Além disso, os principais atletas deram uma relaxada após o difícil ano de 2008, onde os torneio classificatório para Pequim e o próprio torneio olímpico desgastaram muito os principais atletas. Outro fator impactante sobre o mundial desse ano é o processo natural de renovação que todo mundo faz após o final de um ciclo olímpico. Portanto, se não teremos as grandes estrelas, poderemos nos deparar com grande surpresas, candidatos à novos ídolos no esporte. Mesmo sem alguns de seus atletas olímpicos, Brasil, Belarus, França e Japão, pela tradição e pela quantidade de grandes atletas que formam, permanecem como favoritos. O Brasil atingiu no Judô, o mesmo status que possui no Futebol, na Vôlei de quadra e de praia e na Vela; “Venha quem vier, o Brasil é sempre favorito”, confirma o coordenador técnico da seleção, Ney Wilson. No masculino, a grande ausência brasileira é mesmo João Derly, bi-campeão mundial. Mas não se pode dizer que a seleção é inesperiente. Estão no Tatame holandês nomes como Thiago Camilo, atual campeão mundial, prata em Sidney e Bronze em Pequim; Denílson Lourenço, ouro nas etapas da Copa do Mundo de Judô em 2008 e 2009 e bronze no mundial por equipes em 2008; Leandro Cunha, prata na Super Copa de Paris e ouro também em BH;Leandro Grilheiro, bronze nas olimpíadas de Atenas e Pequim e prata no Grand Slam de Judô 2009; Luciano Correa (FOTO), atual campeão mundial na categoria até 100 kg e prata no Grand Slam de 2009; Daniel Hernandes, prata no mundial de 98, bronze em 2008, e ouro no Grand Slam de 2009. No Feminino, os principais destaques da equipe brasileira são Érica Miranda, 5ª colocada em Pequim, ouro na Copa do Mundo em BH, prata no Pan do Rio e bronze no mundial por equipes em 2008; Danielli Yuri, prata no Pan do Rio e bronze nas etapas da Copa do Mundo de Lisboa e Belo Horizonte em 2009; Sarah Menezes, ouro nas Copas do Mundo de Lisboa e Madri em 2009. Mas o país tem gente nova no tatame, querendo ser grande e fazer bonito nesse mundial. Os destaques vão para o jovem Nacif Elias, promessa de 20 anos que desbancou na luta pela vaga no mundial ninguém menos que Flávio Canto, após conquistar a prata no Grand Slam de 2009 e o ouro nos Jogos da Lusofonia. No Feminino, a renovação é mais acentuada e promissora. Rafaela Silva é o grande nome dessa nova geração. Nascida de um projeto social na rocinha desenvolvido pelo Judoca Flávio Canto, a atleta conquistou o ouro no mundial jr do ano passado e o ouro da Copa do Mundo de Madri este ano. Maria Portela, 21 anos e Rochelle Nunes, 20 anos, são outras duas atletas da nova geração com resultados expressivos no ano e que podem surpreender as favoritas no mundial. Portela tem como melhores resultados as medalhas de prata na Copa do Mundo de BH e no pan-americano da modalidade, ambas competições realizadas esse ano. Já Rochelle foi bronze em BH, mas superou sua compatriota e foi ouro no pan-americano. O Campeonato mundial começa amanhã e terá cobertura completa aqui no Blog do Galvão.

Barrichello

VITÓRIA PARA FAZER HISTÓRIA
Na semana em que a seleção brasileira feminina de vôlei conquistou seu oitavo título da liga meu destaque vai para a 100º vitória de um brasileiro na Fórmula 1. E, sinceramente, não poderia ter ficado em melhores mãos.
Criticado, esculachado, subestimado. Barrichello sempre foi vítimas de piadas, a maioria, maldosas, por boa parte da imprensa brasileira. Sim, brasileira. Porque lá fora, Barrichello sempre foi respeitado como um dos melhores pilotos da história da Fórmula 1.
Talvez por nunca ter conquistado um título mundial, por ter sido o fiel escudeiro de Schumacher, pela “sambadinha” que dá no podium, pela falta de sorte que realmente teve em determinados momentos de sua carreira, ou pela vontade subconsciente de um povo em querer que ele fosse uma pessoa que ele não era.
Barrichello deu de ombros para tudo e para todos. Foi sempre um profissional dedicado. Um ser humano atencioso, simpático e emotivo. Parecia não entender o porquê de tantas “sacanagens” que faziam com ele na mídia. Sofria.
Eu também, não entendo. Barrichello é um grande piloto. Consistente, agressivo, arrojado, corajoso e muitas outras coisas que insistem em dizer que ele não é. Acompanhei e vi belíssimas ultrapassagens, corridas e vitórias desse brasileiro que tem a honra de trazer para o país a centésima vitória de nossos pilotos desde que o mundial da FIA foi criado. Uma bela conquista pessoal. Um belo Ipoon em críticas descabidas e desproporcionais. Quem sabe agora Rubens Barrichello consiga um lugar digno na história e no coração da torcida brasileira.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Aprendendo a Vencer – Parte II

Quando digo que, no esporte de alto rendimento, não basta ser o melhor, tem que se ter o pleno domínio do que isso significa, estou falando exatamente que é preciso saber vencer. Podem acreditar, quando se conhece o caminho das vitórias, elas saem com uma facilidade impressionante. Mas, quando ao contrário, não se conhece o caminho, acumulam-se derrotas inacreditáveis. Foi assim, durante anos, com a seleção brasileira de vôlei feminino. É assim com Jadel Gregório, Diego Hipólito e o basquete masculino.
Quem não se lembra daquele 24 a 19 sobre a Rússia? Para quem não acompanha voleyball ou jogos olímpicos, eu relembro o fato. O Brasil vencia seu jogo pelas semi-finais das Olimpíadas de Atenas-2004 por 2 sets a 1 e caminhava para vencer o quarta set e o jogo com tranqüilidade. Quando chegou na hora de fechar o set, sacou com o placar apontando 24 a 19, ou seja, 5 match point, 5 chances para fechar o jogo e o que aconteceu? PERDEU!!!! Perdeu o Set, perdeu o jogo e no dia seguinte, como conseqüência daquela inacreditável derrota, perdeu ainda a medalha de bronze, amargando um indigesto quarto lugar.
Mas foi exatamente ali que o Brasil aprendeu a vencer. O técnico José Roberto Guimarães, este sim, acostumado a vencer (foi ouro com a seleção masculina em Barcelona-1992) não digeriu aquele fracasso. Sabia que era inaceitável uma derrota daquelas e que providencias podiam e deveriam ser tomadas para que aquilo nunca mais se repetisse com aquela seleção. Zé Roberto sabia do potencial das meninas, que já haviam ganhos 6 Grand Prix, uma infinidade de torneios internacional, mas que sempre fracassavam diante das competições mais importante como Mundial e Olimpíadas.
Após aquele jogo, o técnico convenceu a Confederação Brasileira de Vôlei de que era necessário contratar um profissional que embutisse na cabeça das jogadoras que elas eram as melhores do mundo e que, por esta razão, nada além da medalha de ouro pode ser aceito. Na preparação para os Jogos de Pequim foi então contratada a psicóloga Sâmia Hallage, que trabalhou a preparação mental das atletas da seleção, fazendo-as tomar conhecimento de seus verdadeiros potenciais.
O resultados, todos já conhecem. O Brasil passou a “sobrar” na turma. Ganhou com extrema facilidade a medalha de ouro nos jogos olímpicos de Pequim e todos, absolutamente todos os torneios que se seguiram desde então. Neste exato momento, está disputando as finais de mais uma liga mundial em sua versão feminina, o Gran Prix, onde já venceu China, Rússia e Alemanha, e caminha de forma tranqüila e invicta para a conquista de seu oitavo título na competição.
Não tem segredo. A coisa é muito simples. Alguns atletas brasileiros, eu diria a maioria, tem o que se pode chamar de Síndrome da Gata Borralheira. Por ter nascido num país pobre, com poucos investimentos no esporte, passando por inúmeras dificuldades, o atleta se vê incapaz de chegar aonde tem possui todas as condições para fazê-lo.
Jadel Gregório ganhou tudo no Ano Olímpico. Chegou a Pequim após ter batido o recorde sul americano de 20 anos do João do pulo, com 17,90, melhor salto do mundo em 2008. E o que aconteceu nos Jogou? PERDEU!!!! Atolou-se na caixa de areia e amargou um 6º lugar com ridículos 17,20. Pior, o medalhista de ouro, Nélson Évora de Portugal, saltou apenas 17,67, bem abaixo dos melhores saltos de Jadel, que já em 2004 também havia saltado mal, acabando na 5ª colocação.
Diego Hipólito também ganhou tudo. Ganhou até um movimento com o seu nome. Foi campeão mundial, ganhou quase todas as etapas da Copa do Mundo e se manteve o ano inteiro como 1º do ranking mundial. E o que aconceceu? PERDEU!!! Caiu sentado, de bunda no tablado, num dos maiores micos da história olímpica brasileira. O Bi-campeão mundial da prova, sentava assim, em cima da esperança de uma primeira medalha olímpica para a ginástica brasileira.
Já o basquete brasileiro ainda vive o drama da aposentadoria do Oscar. Maior astro de todos os tempos, a seleção simplesmente não consegue vencer uma competição importante sem seu maior ídolo. Vence Copa América, vence Pan Americano e quando chega num mundial e olimpíadas, perde jogos inacreditáveis, sempre no finalzinho e volta pra casa com aquele gosto de guarda-chuvas na boca.
No último pré-olímpico o Brasil perdeu para Porto Rico duas vezes por 4 pontos nos acréscimos, depois de passar o jogo inteiro na frente. Contra a Argentina, tomou uma virada espetacular depois de colocar quase 20 pontos na frente. No pré-olímpico de 2003, foi ainda pior. Perdemos 2 jogos por 1 cesta (Brasil 74, Argentina 76 e Brasil 70, Porto Rico, 72) e outra por 4 pontos (Brasil 97, Canadá, 101). Em todos, rigorosamente, todos os jogos, o Brasil esteve na frente na maior parte do jogos e o “entregou” sempre no final da partida.
Muitos dizem que é desorganização, falta de bons jogadores, desmotivação, falta de estrutura...Vão pensando assim e o Brasil segue perdendo. Agora mesmo, está disputando um torneio em que já venceu Argentina, Porto Rio e Canadá. Quero ver na hora H, no pré-mundial. Enquanto nada for feito na cabeça desses atletas, vamos continuar e torcer, torcer, torcer e o time irá sempre morrer na praia. É preciso, antes de mais nada, aprender a vencer. Mudar a mentalidade custa muito menos e traz muito mais resultados. Podes crer.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

APRENDENDO A VENCER

Estive fora uns dias, numa onda diferente, mas estou de volta. E sem perda de tempo, porque muita coisa rolou durante a minha ausência, vamos direto aos assuntos e, como diria Jack, vamos por partes. Essa semana recebi um e-mail de uma galera irada com a candidatura do Brasil às olimpíadas. Disseram-me que é piada, que o Brasil vai pagar o maior mico de sua história, entre outras coisas.

Reconheço que para organizar uma olimpíada, o país sede tem a obrigação de fazer, pelo menos, um papel decente. Canadá, México, Corea e outros países com similar tradição no esporte, fizeram seus melhores papéis em grandes competições mundiais quando sediaram tais eventos. Concordo, o Brasil ainda engatinha na maioria dos esportes olímpicos. Só não concordo quando dizem que não está havendo uma evolução e que o país está mesmo fadado ao fracasso em 2016.

Na natação, por exemplo, o país está formando pela primeira vez na sua história uma equipe competitiva. Os resultados apresentados no mundial desse ano são animadores. Animação essa que deveria ser a mesma até sem as medalhas de ouro do Césão. Sei que não seria. Sei que entenderiam como fracasso, mas não foi. Cielo foi, digamos assim, (não! não vou cometer o insulto insano de dizer apenas) a cereja do bolo.

As outras duas medalhas conquistadas pela natação brasileira nesse mundial, prata de Felipe França e bronze da Poliana Okimoto, já seriam suficientes para se fazer uma bela festa, visto que o país não subia ao pódio na competição desde 94. Mas não é só isso que nos deixa animados. O Brasil colecionou em Roma 1 recorde mundial, 9 recordes da competição, 6 recordes Panamericanos (incluindo aí os melhores tempos conquistados por atletas americanos) e 33 recordes sul-americanos.

Nossos atletas participaram de 18 finais. Thiago Pereira foi 4º em duas provas, nos 200 e 400 medley, Caio Márcio foi o 4º nos 200 borboleta e os revezamentos 4x100 livre e 4x100 medley também ficaram a poucos milésimos de segundos da medalha. Gabriela Silva errou na chegada e acabou em 5º nos 50 metros borboleta numa prova em que ficou a maior parte do tempo em 2º. Mesma posição obteve seu compatriota Nicolas Santos na mesma prova em sua versão masculina.

Nenhum brasileiro terminou qualquer prova desse mundial na 6º colocação. Em 7º , tivemos João Jr. nos 50 peito e Henrique Barbosa nos 200 peito. Em oitavo lugar, terminaram o mundial representando o Brasil, Gabriel Mangabeira nos 100 Borboleta, Daynara de Paula nos 50 borboleta, Fabíola Molina nos 50 costas, Nicolas Oliveira nos 100 metros livres, Henrique Barbosa nos 100 peito e o revezamento 4x100 medley feminino.

Portanto, não foram apenas as 4 medalhas que nos enchem de orgulho na participação brasileira no mundial de Roma. Ficamos 5 vezes um degrau abaixo do pódio e por 2 vezes apenas dois degraus. Degraus que se medem em milésimos de segundo. Importante destacar também a presença de 3 revezamentos em finais, principalmente os revezamentos medley, feminino e masculino, demonstrando que o trabalho está sendo feito em todos os estilos, com os homens e com as mulheres.

Para muitos, sempre céticos e críticos, a natação brasileira ainda engatinha. Pois eu vos digo, com toda a sinceridade. Estamos aprendendo a vencer.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

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Henrique Galvão