VITÓRIA PARA FAZER HISTÓRIANa semana em que a seleção brasileira feminina de vôlei conquistou seu oitavo título da liga meu destaque vai para a 100º vitória de um brasileiro na Fórmula 1. E, sinceramente, não poderia ter ficado em melhores mãos.
Criticado, esculachado, subestimado. Barrichello sempre foi vítimas de piadas, a maioria, maldosas, por boa parte da imprensa brasileira. Sim, brasileira. Porque lá fora, Barrichello sempre foi respeitado como um dos melhores pilotos da história da Fórmula 1.
Talvez por nunca ter conquistado um título mundial, por ter sido o fiel escudeiro de Schumacher, pela “sambadinha” que dá no podium, pela falta de sorte que realmente teve em determinados momentos de sua carreira, ou pela vontade subconsciente de um povo em querer que ele fosse uma pessoa que ele não era.
Barrichello deu de ombros para tudo e para todos. Foi sempre um profissional dedicado. Um ser humano atencioso, simpático e emotivo. Parecia não entender o porquê de tantas “sacanagens” que faziam com ele na mídia. Sofria.
Eu também, não entendo. Barrichello é um grande piloto. Consistente, agressivo, arrojado, corajoso e muitas outras coisas que insistem em dizer que ele não é. Acompanhei e vi belíssimas ultrapassagens, corridas e vitórias desse brasileiro que tem a honra de trazer para o país a centésima vitória de nossos pilotos desde que o mundial da FIA foi criado. Uma bela conquista pessoal. Um belo Ipoon em críticas descabidas e desproporcionais. Quem sabe agora Rubens Barrichello consiga um lugar digno na história e no coração da torcida brasileira.

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