sexta-feira, 2 de outubro de 2009

VITÓRIA DA COERÊNCIA!!!!

Rio de Janeiro goleia Madri e será sede dos Jogos Olímpicos de 2016



Era 13h54min no Rio de janeiro quando o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, abriu o envelope onde estava escrito o nome da cidade que abrigará os Jogos Olímpicos de 2016. Após a inesperada eliminação de Chicado, a grande concorrente da candidatura brasileira, tudo parecia meio imprevisível. Rostos nervosos e incrédulos. A comitiva de Madri permanecia irritantemente confiante e transquila. Pesava sobre ela, o fato de Londres sediar as Olimpíadas de 2012 e de Berlin, Paris e uma outra cidade européira que me foge o nome agora, serem candidatíssima aos Jogos de 2020.

Mas Barcelona 1992 é tida por todos como a cidade exemplo de sucesso em termos de olimpíadas. Foi aquela que desenvolveu o melhor projeto e que apresentou, mais de 15 anos após a sua realização, o melhor custo benefício entre todas àquelas que já tiveram a honra de receber os jogos, deixando um legado esportivo e social que promete perpetuar-se por gerações.

Pois, descartada a cidade de Tóquio numa segunda votação, restaram Madri e Rio de Janeiro na disputa. Embora os sites especializados indicavam, com sobras, vitória da cidade Brasileira, já que seu maior adversário, Chicago, já estava eliminado.

Confesso que todas essas informações vieram a minha cabeça nesses intermináveis segundos que foi do momento em que  Jocques Rogge demorou, e como demorou!!!, para tirar o envelope de uma luxuosa bandeja de cerâmica chinesa (será?), ajeitá-lo sobre a mesa, abrí-lo e anunciar a cidade sede. Para complicar mais a situação, o paepl com o nome da cidade vencedora parecia estar colado ao envelope e não saia de jeito nenhum.

Mas, poucos segundo depois, Jacques finalmente conseguiu. Respirou fundo, leu o nome parecia surpreso. Gelei e pensei: F..., é Madri! Mas, para minha surpresa, revelou: Rio de Janeiro!!!!

Num primeiro momento, achei que tinha escutado errado, mas logo em seguida vi o Nuzman pulando e abraçando todo mundo. Lula, não. Contido, meio que não acreditando também, estava visivelmente emocionado e com aquele sentimento gostoso do dever cumprido, aquela sensação boa de ter feito a aposta certa.

Mas, com toda a certeza, quem fez a aposta mais certa foi mesmo os membros do Comitê Olímpico Brasileiro (COI). Sempre fui um dos que mais torceram e contraditoriamente, ou não, um dos que menos acreditaram. Não pela força do povo brasileiro, mas pela força política de nossos adversários.

Hoje, estou convencido de que o mundo está realmente mudando. A escolha do Rio de Janeiro para os Jogos de 2016 foi uma decisaõ justa e maduira. Conforme, a candidatura do país havia demonstrado, foram 30 Olimpíadas no velho continente, e nenhuma na América do Sul. Para o Movimento Olímpico que se pretende Universal, um erro que precisaria urgentemente ser reparado.


Pois foi. Como disse o Presidente Lula, chegou a hora do Brasil. Chegou a hora da América do Sul. Agora, passado a euforia, é hora de arregaçar as mangas, pois a muito o que se fazer.E que esses jogos traga muito desenvolvimento para o Rio de Janeiro, para o país e para a América do Sul e que todos incorporem esse espírito de que, a partir dessa data, o Rio de Janeiro não é apenas a Sede dos Jogos Olímpicos de 2016, mas o elo que integrará, cada vez mais, as mais diversas regiões do país e estas com nosso irmãos de toda a América do Sul. Esperamos, com firmeza, que essa idéia não fique apenas no discurso e que os Jogos do Rio sejam os jogos de todo o continente Sualmericano.

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