Hoje, eu vou falar de Olimpíadas. Com a proximidade da data em que será definido a cidade sede das Olimpíadas de 2016, dia 2 de outubro, pipocam na mídia prós e contras, vantagens e desvantagens das 4 cidades que restam na luta: Tóquio, Madri, Chicago e Rio de Janeiro.
Num jogo político e de adivinhação, “especialistas” fazem suas apostas em A, B ou C, baseados em relatórios e declarações de membros da comissão que fará a escolha. Pobres torcedores que ainda acreditam no sonho dos jogos no Brasil. È tudo jogo de cena, é tudo um grande teatro. Faltando exatamente 1 mês para o anúncio do Cidade, você acha mesmo que Chicago não será a escolhida?
Eu não sigo declarações de dirigentes, relatórios mirabolantes, faço a máxima questão de não lê-los, nem as análises técnicas e criativas de meus colegas de trabalho. Aposto na lógica, na segurança, no cenário político-econômico que, a margem de sentimentalismos e chantagens emocionais baratas, decidem pelo grande negócio em que se transformou o mega-evento dos Jogos Olímpicos.
E o Brasil aprendeu essa lição. A proposta para sediar 2016 é muito mais real do que aquelas feitas anteriormente, que concorreu e perdeu feio para Pequim e Londres. O azar do país é que Chicago está na parada. Caso contrário, até teríamos chances. Mas os EUA não são sede dos Jogos desde Atlanta-96. Caso não fossem os escolhidos, seriam mais de 20 anos sem sediar os Jogos e os EUA, economicamente falando, precisam desses jogos para reerguer a sua economia.
Não se pode esquecer também que os americanos perderam a hegemonia esportiva que, mesmo nos tempos da antiga União Soviética, só foi contestada uma única vez. É fato que o país não digeriu a surra que levou da China e quer dar o troco dentro de casa. E, assim como aconteceu com o Basquete, fará isso, nem que tenha que mudar as regras do jogo.
Portanto, sem essa de que o Brasil será escolhido porque a América do Sul nunca teve uma Olimpíada. Estou até agora escutando o barulho do “F”. Sem aquela também de que o “Barão de Coubertin” deve estar dando voltas no túmulo”. Esteja ele onde estiver, deve estar P..da vida por não poder participar da “festa” e ver de perto como o “bolo” (ou seria bolso) cresceu. O Barão com certeza diria? Allez vous Chicago! Allez! C´est la vie! C´est la vie, BraZil.


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