terça-feira, 8 de setembro de 2009

BRASIL É BRASIL, PONTO FINAL.

9º lugar tranqüilo, tranquilo

Internet é assim mesmo, são tantas janelas, tantos sites e blogs que a gente acaba perdendo qualquer tipo de referência, se é que podemos chamar esses endereços eletrônicos de referências. Já tive experiências estranhas. Recebi um e-mail outro dia, me pedindo para comentar uma notícia que a leitora em questão, havia lido num site. Mas que site?



A internauta não soube me responder e coloquei-me então a procurar. Depois de umas duas horas, consegui identificar o que ela me dizia, mas com um detalhe: ¼ do que ela me dizia estava num blog, e as outras partes espalhadas por outros 3 sites. É assim mesmo e tenho que me acostumar e me adaptar ao novo jornalismo. Mas vamos à resposta.


Freqüentadora assídua de nosso blog, a carioca Carla Fontes quer saber se o “fiasco” da seleção brasileira masculina de vôlei no mundial da categoria infanto, disputado mês passado na Itália é motivo de preocupação? Bem, acredito que essa seria uma questão melhor respondida por Bernardinho, competente técnico da seleção adulta, mas, sem ser indelicado, vou dar o meu pitaco: CLARO QUE NÃO!!!


Vejo acontecer com o Vôlei algo semelhante ao que já acontece, faz bastante tempo, com o futebol. O país manda para essas competições, envolvendo as categorias de base, o que sobra daquilo que ele considera ter de melhor. Culpa de um profissionalismo precoce, cada vez mais precoce. Você acha, por exemplo que o Milan, o Chelsea, o Barcelona e outros grandes clubes da Europa estão dispostos a ceder as suas estrelas em formação para competições de base? Claro que não! O Brasil , parece estar aprendendo agora, essa lição.

Essa é uma realidade do futebol mundial que começar a chegar ao vôlei. Os países desenvolvidos (o Brasil, no futebol e agora no vôlei, tem esse status) só mandam para competições de base, atletas que ainda em formação, que não acharam ainda o seu caminho ou a procura de mercado. O jogador já comprometido, com seu futuro mais ou menos definido, fica onde está, no seu clube. No caso do vôlei, já treinando com a seleção principal.


É só pegarmos a seleção que irá disputar o mundial sub-20. Nenhum jogador que joga no exterior vai ao mundial e olha que temos vários jogadores com idade para a competição Ao invés de Alexandre Pato e Neymar, só para citar um exemplo, iremos ao Egito com um ataque formado por Erick Flores e Alan Kardec. Dá para comparar?

Portanto, minha nobre leitora, não dá para estabelecer uma parâmetro por essas competições. Como no futebol, os principais jogadores juvenis do país estão treinando com a seleção principal, num grande clube brasileiro ou no exterior. Quem disputou essa competição, pode ter certeza, são jogadores que ainda buscam, assim, um lugar ao sol.

Ou você acha mesmo que uma seleção principal do Brasil, ficaria atrás de Irã, Índia e Tunísia? Com todo o respeito que essas seleções de vôlei merecem, não podemos levar muito a sério um vice-campeonato mundial conquistado na categoria pelo Irã. É claro que essas seleções vão evoluir, mas estão a anos-luz ainda de uma Itália, 8º na competição, Brasil que ficou em 9º e dos EUA, em décimo. Como você vê, o país ficou muito bem acompanhado no pelotão de trás da competição.

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