Do mesmo diretor de Independence day e O dia depois de amanhã , Roland Emmerich, estréia nos cinemas brasileiros no próximo mês de novembro o filme 2012. Neste ano, especificamente no dia 21 de dezembro, a terra seria acometida por várias catástrofes de ordem natural, o que inviabilizaria, a partir de então, a vida na terra. Em outras palavras, o apocalipse.
Mas para quem, como eu, acompanhou os times cariocas na rodada do final de semana do campeonato brasileiro, séries A e B, certamente ficou a sensação de que o fim está bem próximo do que daquela data imaginada pelo filme de Emmerich.
No sábado, jogando muito mal, o Vasco da Gama arrancou um empate sofrido com o Atlético-GO e mesmo com a liderança do campeonato brasileiro da segunda divisão, que não se iludam os vascaínos, é preciso dizer: O time é muito ruim, principalmente o meia Enrico que saiu de campo "homenageado" pela torcida.
O Sr. Rogério Roman, árbitro da partida, teve participação direta no resultado do jogo, expulsando 2 jogadores da equipe local e marcando um penalti inexistente de Andé Luiz, zagueiro do Atlético, quando a bola, após cruzamento de Elton, resvalou em seu braço que estava junto ao corpo. O Vasco naquele momento, perdia o jogo por 2 a 0.
Mais tarde, ainda no sábado, o Botafogo não apenas repetiu a dose de sair perdendo por 2 gols de diferença em menos de 15 minutos de jogo, como foi ainda mais “eficiente”. Aos 7 minutos de bola rolando Wilson já marcava o 2 gol do rubro negro pernambucano, para delírio da torcida que lotou a “bombonilha”. O time da estrela solitária ainda lutou, mas muito limitado conseguiu apenas reduzir a contagem: Sport 2 x 1 Botafogo.
Mas o pior (as coisas sempre podem piorar) viria no domingo. No jogo das 4 da tarde, Flamengo e Atlético-PR fizeram, com toda a certeza, o jogo mais horrível, não apenas desse campeonato, mas de toda a minha vida. Não dá nem para comentar. Foi um festival de “bicos” para cima ou para onde o nariz apontava, jogadas bisonhas, “matadas de bola” com as canelas, lançamentos no vazio, furadas de bola, passes inacreditavelmente nas costas dos companheiros, carrinhos no vento e outras baixarias que é melhor não comentar.
O jogo da sessão noturna foi um pouco melhor, até porque, pior não podia. Podia ser igual, mas também seria muito azar. Azar mesmo! porque “talento” para fazer um jogo tão ruim quanto o do Flamengo, Fluminense e Náutico mostraram que tem de sobra. Foi outro desfile de jogadas inúteis e passes errados. Experimentei a mais absoluta falta de categoria e talento. Jogo feio, truncado, amarrado, horrível. A bola ia para o campo do Fluminense com a mesma rapidez que voltava ao campo do Náutico e deste de volta para o tricolor. Eram bate-rebates intermináveis. Não havia uma troca de passes descente. Ninguém conseguiu combinar com o seu companheiro de time 3 ou 4 passes. A bola literalmente queimava nos pés dos jogadores dos dois times. Ia e voltava, de um lado a outro do campo sem que nenhuma das duas equipes apresentasse nada de produtivo.
Peço desculpas aos meus leitores, mas reconheço que estou mal humorado. Escrevo essa coluna mais por obrigação, porque esses dois jogos realmente me cansaram. A vontade que eu tenho é de deitar, dormir e esquecer. Ou então, poder voltar no tempo, viajar até a Arena da Baixada, ou Maracanã, e passados uns 10, 20 minutos (no máximo!) do tempo de jogo, invadir o gramado e gritar a plenos pulmões: “Sai os dois! Sai os dois”!.


Sai os Dois! HAHAHAHA
ResponderExcluirQue fase, Henrique! Perdendo o domingo pra ver dois joguinhos feios.
Muito maneira a postagem! Abraço.
Sensacional o texto.
ResponderExcluirPor essas e outras é que grande parte da minha atenção para futebol está voltada para a Terra da Rainha.
Que fase do futebol brasileiro, e que fase, pior ainda do futebol carioca.
Marcio Cordovez