Estive fora uns dias, numa onda diferente, mas estou de volta. E sem perda de tempo, porque muita coisa rolou durante a minha ausência, vamos direto aos assuntos e, como diria Jack, vamos por partes. Essa semana recebi um e-mail de uma galera irada com a candidatura do Brasil às olimpíadas. Disseram-me que é piada, que o Brasil vai pagar o maior mico de sua história, entre outras coisas.Reconheço que para organizar uma olimpíada, o país sede tem a obrigação de fazer, pelo menos, um papel decente. Canadá, México, Corea e outros países com similar tradição no esporte, fizeram seus melhores papéis em grandes competições mundiais quando sediaram tais eventos. Concordo, o Brasil ainda engatinha na maioria dos esportes olímpicos. Só não concordo quando dizem que não está havendo uma evolução e que o país está mesmo fadado ao fracasso em 2016.
Na natação, por exemplo, o país está formando pela primeira vez na sua história uma equipe competitiva. Os resultados apresentados no mundial desse ano são animadores. Animação essa que deveria ser a mesma até sem as medalhas de ouro do Césão. Sei que não seria. Sei que entenderiam como fracasso, mas não foi. Cielo foi, digamos assim, (não! não vou cometer o insulto insano de dizer apenas) a cereja do bolo.
As outras duas medalhas conquistadas pela natação brasileira nesse mundial, prata de Felipe França e bronze da Poliana Okimoto, já seriam suficientes para se fazer uma bela festa, visto que o país não subia ao pódio na competição desde 94. Mas não é só isso que nos deixa animados. O Brasil colecionou em Roma 1 recorde mundial, 9 recordes da competição, 6 recordes Panamericanos (incluindo aí os melhores tempos conquistados por atletas americanos) e 33 recordes sul-americanos.
Nossos atletas participaram de 18 finais. Thiago Pereira foi 4º em duas provas, nos 200 e 400 medley, Caio Márcio foi o 4º nos 200 borboleta e os revezamentos 4x100 livre e 4x100 medley também ficaram a poucos milésimos de segundos da medalha. Gabriela Silva errou na chegada e acabou em 5º nos 50 metros borboleta numa prova em que ficou a maior parte do tempo em 2º. Mesma posição obteve seu compatriota Nicolas Santos na mesma prova em sua versão masculina.
Nenhum brasileiro terminou qualquer prova desse mundial na 6º colocação. Em 7º , tivemos João Jr. nos 50 peito e Henrique Barbosa nos 200 peito. Em oitavo lugar, terminaram o mundial representando o Brasil, Gabriel Mangabeira nos 100 Borboleta, Daynara de Paula nos 50 borboleta, Fabíola Molina nos 50 costas, Nicolas Oliveira nos 100 metros livres, Henrique Barbosa nos 100 peito e o revezamento 4x100 medley feminino.
Portanto, não foram apenas as 4 medalhas que nos enchem de orgulho na participação brasileira no mundial de Roma. Ficamos 5 vezes um degrau abaixo do pódio e por 2 vezes apenas dois degraus. Degraus que se medem em milésimos de segundo. Importante destacar também a presença de 3 revezamentos em finais, principalmente os revezamentos medley, feminino e masculino, demonstrando que o trabalho está sendo feito em todos os estilos, com os homens e com as mulheres.
Para muitos, sempre céticos e críticos, a natação brasileira ainda engatinha. Pois eu vos digo, com toda a sinceridade. Estamos aprendendo a vencer.

Boas observações, CH.
ResponderExcluirParabéns pelo blog!
Abraço.